Uma breve reflexão fotográfica sobre ser mulher em meio ao caos

21, 22 e 23 de abril, às 11h.

 “Nunca se esqueça que basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos não são permanentes. Você terá que manter-se vigilante durante toda a sua vida. ” 

Simone de Beauvoir 

Apesar de todas as conquistas das mulheres nas últimas décadas, ainda assim, em um momento como o atual, fica evidente que nós, mulheres, somos ainda um dos grupos de mais vulnerabilidade na sociedade, seja pela falta de políticas públicas para as crianças, que em geral são cuidadas por mães e avós, ou ainda pelo machismo que nos permeia e coloca nas mulheres a sobrecarga do serviço domésticos.

Segundo pesquisa do IBGE, a participação da mulher no mercado de trabalho é a menor em 30 anos. O número de mulheres que trabalhavam ou procuravam emprego caiu para 46,3%, desde 1991 o índice não ficava abaixo de 50%.


Não só no mercado de trabalho fica evidenciado a dificuldade enfrentada pelas mulheres, mas, também no meio acadêmico.

Uma pesquisa realizada pela Dra. Elizabeth Hannon, editora do British Journal for the Philosophy of Science, mostra que em abril o número de artigos enviados à publicação e feitos por mulheres havia reduzido drasticamente, enquanto os enviados por homens aumentaram em quase 50%, de acordo com David Samuels, co-editor na revista Comparative Political Studies.

Assim, como eu, muitas mulheres tiveram que se reinventar nesse contexto pandêmico, trazendo uma reflexão sobre a sobrecarga das mulheres com o trabalho doméstico, com os filhos e parentes mais velhos ou que necessitam de cuidados, cabendo a nós, quase que como regra, o papel de cuidadora.

Assim, a minha inquietação me fez refletir sobre o mercado artístico.


Como nós, mulheres artistas fomos atingidas pela pandemia?


O que sobrou para essas mulheres, que historicamente tem seu trabalho colocado em xeque, por familiares e, até mesmo, pela sociedade?


Como seguimos criando arte e cultura sobrecarregada com tantos afazeres? Como conseguiremos nos reinventar a partir daqui?

Foto: Thais Santos

Vamos refletir sobre o nosso papel e promover o debate sobre ser mulher na pandemia e, também, usarmos esse espaço para criação artística?


Trazermos para a fotografia todo o sentimento de ausência, dor, solidão, sobrecarga e dificuldades enfrentadas durante esse período?


Faremos três encontros, e uma exposição virtual com as fotos enviadas pelas participantes.


Nossos encontros serão virtuais, através do google meet, nos dias 21, 22 e 23 de abril, às 11h (horário de Brasília), com duração de 1h cada encontro.

O que iremos abordar nos nossos encontros:

1. Ausência das mulheres na arte

2. As mulheres como cuidadoras em meio a uma pandemia

3. O medo no processo pandêmico

4. Criar uma reflexão sobre o momento através da fotografia


Dia 21:

Reflexão (feminismos, papel da mulher, o medo na pandemia, as perdas, as ausências)

Nesse primeiro momento iremos refletir e debater o papel da mulher durante esse momento de crise, trocarmos experiências e compartilharmos nossas vivencias.

Dia 22:

Técnicas

No encontro sobre técnica,  vamos compartilhar nossas experiência e conhecimento fotográfico, com equipamento, iluminação, composição e montagem de cenário, para podermos criar um trabalho coeso e harmônico para nossa exposição virtual.

Dia 23:

Produção fotográfica

No último encontro, iremos pensar juntas um conceito de fotografia para exploramos e colocarmos em imagens nossos sentimentos compartilhados.

Dia 26:

Exposição virtual

Todas as fotografias realizadas pelas participantes através dos nossos encontros, deverão ser compartilhadas através do Google Drive, para curadoria e exposição virtual, que será realizada através de site e redes sociais do projeto.
Preencha as informações abaixo para participar.

No dia de cada encontro você receberá um email com o link, do google,  para participar.